
À coisa de dois dias atrás o Miguel perguntou-me se eu não tinha escrito mais. Eu respondi que não. Ele perguntou se eu não estava cheia de ideias. Eu respondi que não.
É verdade, não tenho nada na cabeça, está tudo no coração. Por isso parei de escrever fosse lá o que fosse. É demais p'rá minha mediocridade conseguir transcrever os complexos (e ao mesmo tempo tão simples) dialectos que aqui dentro se vão pintando. Então em vez de escrever tenho desenhado (a caneta e nas folhas da universidade) corações.
É, nem parece nada meu, eu sei. Por isso mesmo apaguei os post que cá estavam. Pareciam pertencer a outra pessoa, não a mim. Tal e qual como o meu passado... parece que foi algo vivido e contado por outra pessoa. Não, não comecei a sofrer de amnésia, a doença tem outro nome!
Então, concluo que sempre escrevi pelas razões erradas. Agora quero escrever pelas certas.
O nome do blogue continua o mesmo: continuo a ser Nómada. Não por não saber onde é o meu lugar, mas porque vou ter sempre duas terras aonde pertencer.
A minha vida mudou. Eu acompanhei-a sempre, como sempre.
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